Mesas de metal da Riot causam falhas em mouses no Valorant Champions Shanghai
Interferências no sinal wireless forçaram jogadores a usarem mouses com fio, e a organização admitiu que deveria ter revertido um round.

As mesas de metal personalizadas usadas no Valorant Champions Shanghai causaram interferências repetidas no sinal de mouses wireless, forçando pausas técnicas e a migração de todos os jogadores para periféricos com fio.
O episódio mais grave ocorreu na série entre FUT Esports e 100 Thieves, onde o jogador xeus, da FUT, registrou uma falha no mouse que o impediu de atirar em um momento crucial.
A Riot Games admitiu, em comunicado oficial, que “um rollback de round deveria ter sido concedido” e assumiu responsabilidade pelo erro de arbitragem.
A organização, no entanto, decidiu manter o resultado da partida, que terminou em 2 a 0 para a 100 Thieves.
A Riot argumentou que reverter a vitória do 100 Thieves significaria penalizar uma equipe que competiu nas mesmas condições e não teve responsabilidade sobre a falha técnica.
A hipótese da organização aponta para o material das mesas como a causa do problema, já que superfícies metálicas são conhecidas por interferir em sinais de radiofrequência.
Um palco inteiro revestido de metal constitui um ambiente hostil para receptores USB sem fio operando em 2.4 GHz, essenciais para os mouses de competição.
A solução imediata foi a maioria dos jogadores usar seu próprio mouse wireless em modo com fio via cabo USB Type-C.
O problema é que nem todos os periféricos top de linha têm essa porta, como o SteelSeries Rival Pro, o que obrigou pelo menos um jogador a trocar completamente de mouse.
No cenário competitivo, mudar de mouse significa readaptar pegada, peso e resposta sob a pressão do torneio.
Para os fãs, a principal crítica à Riot é o fato de a organização ter reconhecido posteriormente que a rodada deveria ter sido revertida, mas não ter feito o rollback durante a pausa técnica.
Outro ponto criticado foi a decisão de obrigar os jogadores a usarem mouses com fio depois do problema, uma mudança considerada injusta em um campeonato de alto nível.
Parte dos comentários defendeu até o adiamento das partidas para que a infraestrutura fosse corrigida adequadamente.
Há também quem argumente que retirar a vitória da 100 Thieves depois da partida seria injusto, já que a equipe não foi responsável pelo problema.
Assim, a crítica principal não é necessariamente pela manutenção do resultado, mas pela forma como a Riot lidou com o incidente.
Os usuários questionam o que significa “assumir a responsabilidade” se nenhuma medida concreta foi tomada em relação à FUT Esports.
O caso mostra como tecnologias sem fio, mesmo estabelecidas no cenário profissional, continuam dependendo de um ambiente de RF cuidadosamente planejado.
Em um campeonato internacional, a infraestrutura precisa ser tratada como parte da competição, e não apenas como suporte para ela.
O reconhecimento da Riot de que um rollback deveria ter acontecido durante a partida deixa uma questão importante sobre como evitar que falhas semelhantes interfiram novamente no resultado de uma série.



